Variação e institucionalização das línguas de sinais no estado espanhol: ideologias e discursos

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As línguas de sinais desenvolvem-se em circunstâncias inusuais, desde que a maior parte das crianças surdas têm pais ouvintes que não têm conhecimento destas línguas. Duma situação em que as crianças eram internadas em centros especiais nos quais as línguas de sinais estavam proibidas e a educação se limitava a treinar a produção oral, passou-se a uma etapa em que as comunidades surdas, já organizadas, começaram a reivindicar os seus direitos enquanto minorias linguísticas e culturais. Paralelamente, iniciava-se a investigação científica das línguas viso-gestuais, dando lugar a uma mudança na consideração do carácter destas línguas: de simples sistemas gestuais a línguas em sentido pleno. As descobertas realizadas desde a linguística e a pressão exercida pela comunidade surda levaram a que o número de países que reconheceram institucionalmente as línguas de sinais fosse em aumento. No estado espanhol a regulação da língua de signos espanhola e da catalã chegou no ano 2007, mas a presença social destas línguas e dos seus falantes continua a ser limitada. A linguística aplicada pode contribuir a este campo de estudo com diversas investigações no campo da sociolinguística, especialmente através do estudo do estado atual das políticas linguísticas e das práticas discursivas sobre as línguas de sinais e sobre os seus falantes. Neste trabalho propõe-se uma análise dos discursos públicos de cinco agentes sociais no período em que se produziu a mudança de estatuto legal da língua de signos espanhola e da língua de signos catalã. O objetivo principal é averiguar quais são as ideologias linguísticas mais comuns sobre as línguas de signos e a comunidade surda, como ferramenta para conhecer os mecanismos que contribuem a construir e reproduzir a desigualdade linguística e a invisibilização social das línguas.

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Traballo de Fin de Máster en Lingüística Aplicada. Curso 2014-2015

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