Quando a gordura começou a deixar de ser fermosura...(Finais do século XIX - inícios do século XX)
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Neste trabalho sobre a evolução histórica dos cânones estéticos da beleza feminina em Portugal, incide-
se na passagem do modelo de “gordura-formosura” para o de “beleza-magreza”, o que ocorre
num momento particular da história do país: a transição da Monarquia para a República, no final
do século XIX, início do século XX. É feita a fundamentação ideológica dos discursos subjacentes
a esses modelos (tanto da parte da religião como da política e, sobretudo, da medicina), bem como
a caracterização social do seu público-alvo, concluindo-se que a noção de “esbelteza” se dirige
prioritariamente às mulheres dos estratos sociais elevados, reservando-se o modelo estético assente
nas formas corporais “robustas e arredondadas” para os estratos sociais inferiores, sobretudo urbanos,
procurando-se assim controlar o que então se designava pela “decadência fisiológica da raça
portuguesa”.
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VAQUINHAS, Irene: «Quando a gordura começou a deixar de ser fermosura...(Finais do século XIX - inícios do século XX)». SÉMATA, Ciencias Sociais e Humanidades, núm. 21 (2009): Alimentación, sociabilidade e vida cotiá na historia. ISSN 1137-9669, pp. 91-105.



