Ollos dentro de espellos. Rosalía de Castro e Cecília Meireles: um diálogo
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Universidade de Santiago de Compostela. Servizo de Publicacións e Intercambio Científico
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Este artigo analisa as afinidades e diferenças entre vozes líricas
–galega e brasileira– a partir da compreensão da presença da paisagem
em suas obras. Água, estrelas, nuvens, vento, árvores, céu e
mar são elementos naturais que adquirem, tanto quanto a linguagem,
caráter volátil e fluido, para expressar, com solidez, traços de
identidade cultural, o viés trágico da condição humana, o sentido
de mistério e religiosidade, a serenidade, a angústia ou a dor de
viver. A paisagem, em Rosalía de Castro (1837-1885) e Cecília
Meireles (1901-1964), parece tornar-se recurso estético de apropriação
do mundo para expressão da intimidade e, simultaneamente,
expõe a alma e a cultura daqueles para quem as poetas
falam e de onde falam. Processo semelhante a olhos que, dentro de
espelhos, permitem também aos leitores, brasileiros e galegos, profunda
identificação.
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NEGREIROS DE FIGUEIREDO, Carmen Lucia: «Ollos dentro de espellos. Rosalía de Castro e Cecília Meireles: um diálogo», Boletín Galego de Literatura, ISSN 0214-9117, N. 45, (1º Semestre 2011), pp. 225-239



