Literatura para a infancia portuguesa contemporânea – leituras da história da Revolução de Abril
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Universidade de Santiago de Compostela. Servizo de Publicacións e Intercambio Científico
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Em Abril de 1974, depois de quase meio século de Ditadura,
Portugal conquista a Liberdade e saúda um governo democrático.
Em consequência da Revolução de Abril também chegou ao fim a
Guerra Colonial, depois de mais de uma década de existência, uma
das principais responsáveis pela queda do regime fascista. Com o
fim da Ditadura fecha-se o ciclo imperial português, mantido ao
longo de séculos de existência, conduzindo à independência dos
países africanos. Este ponto de viragem na História Portuguesa
recente tem sido revisitado e recriado por alguns dos mais conceituados
escritores portugueses contemporâneos, incluindo autores
como José Saramago, António Lobo Antunes, José Cardoso Pires,
entre outros nomes pertencentes também ao universo da literatura
para a infância. A Revolução dos Cravos, e o tempo imediatamente
anterior e posterior, tem sido tratada de diferentes perspectivas,
ora mais comemorativas, ora de carácter mais pedagógico ou
interventivo, tanto na poesia como na prosa, com relativa regularidade.
É objectivo deste estudo proceder à análise e interpretação
de algumas das obras mais relevantes sobre este tema, no que à
literatura de potencial recepção infantil diz respeito, com vista a
reflectir sobre recorrência de determinados temas e motivos.
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RAMOS, Ana Margarida: «Literatura para a infancia portuguesa contemporânea – leituras da história da Revolução de Abril», Boletín Galego de Literatura, ISSN 0214-9117, N. 39-40, (1 e 2. Semestre 2008), pp. 269-278



