RT Dissertation/Thesis T1 Justiça Social, Feminismo e Movimentos Sociais: a Secretaria das Mulleres do Sindicato Labrego Galego A1 Raso Prazeres, Rebeca K1 Justiça social K1 Política K1 Feminismo K1 Movimentos sociais AB A justiça social e política é uma das principais preocupações da filosofia política e dos movimentos sociais emancipatórios. O feminismo, como movimento teórico-prático, tem criticado a concepção hegemônica de justiça e política por esta não contemplar aspectos da estrutura social que dão sustento as injustiças, entre elas as relacionadas com o sistema sexo-gênero. Assim, faz-se necessário repensar as suas concepções para que o seu alcance seja maior para tornar possível a transformação social. Nesse sentido, diversas são as contribuições feministas que apontam para a necessidade de articular os paradigmas distributivos aos de reconhecimento para prover mudanças na estrutura social, que é a que sustentam as opressões. Apesar disso, ainda se verificam nos próprios movimentos sociais emancipatórios obstáculos em tratar e incorporar as questões referentes às injustiças do sistema sexo-gênero como problemáticas políticas e sociais, gerando espaços de conflitos, uma vez que as mulheres e o movimento feminista atuam. É sobre essa problemática que se assenta essa tese, tendo em conta que os movimentos são espaços estratégicos de ação, uma vez que são atores sociais importantes por inferirem nos cenários políticos ao construírem discursos alternativos e promoverem experiências inovadoras e concretas que provocam mudanças nas estruturas da nossa sociedade. Esse trabalho analisa como as contribuições feministas têm sido traduzidas pelos movimentos sociais, pondo foco na experiência desenvolvida pela Secretaria das Mulleres do Sindicato Labrego Galego (SLG), uma organização do movimento campesino que tem sido referência internacional por levar adiante iniciativas relacionadas com as injustiças do sistema sexo-gênero. O objetivo dessa tese reside em compreender como os sujeitos protagonistas desse movimento percebem as iniciativas e mudanças na sua cotidianidade a raiz dessas iniciativas. Nos aspectos metodológicos, parte-se do marco teórico e epistemológico feminista fazendo uso também de técnicas qualitativas que favorecem a escuta dos sujeitos. As conclusões principais sustentam a prerrogativa da teoria crítica feminista sobre a necessidade de uma concepção de justiça que vá além do paradigma distributivo hegemônico para conseguir mitigar as injustiças do sistema sexo-gênero, portanto, sendo possível avançarem direção a uma sociedades mais justas. A articulação entre os paradigmas distributivos e de reconhecimento da justiça, traduzidas em iniciativas, tem favorecido processos emancipatórios significativos e aberto espaços de participação político-pública mais heterogêneos. Por sua vez, isso tem influenciado num repensar sobre a justiça e a política, ampliando o alcance das mesmas para âmbitos “privados” como podem ser a casa e a família. Isso também tem favorecido a diminuição das distancias dicotômicas entre o que se entende por público e privado, aumentando as oportunidades de deslocamento das relações de desigualdade de poder entre os sujeitos e grupos sociais envolvidos. Aspectos fundamentais para a existência de justiça social e política. YR 2017 FD 2017 LK http://hdl.handle.net/10347/15480 UL http://hdl.handle.net/10347/15480 LA por DS Minerva RD 24 abr 2026