A entoação no contacto linguístico entre o mirandês e o português

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O estudo da língua mirandesa remonta aos finais do século XIX com o trabalho de J. L. de Vasconcellos, O Dialecto Mirandez. A partir daí, foram feitos vários estudos sobre o mirandês, considerando-o umas vezes como dialeto e outras como falar por se tratar de uma língua que não pertence à família linguística do galego-português. Sendo uma língua de tradição oral, em 1999 criou-se a primeira convenção ortográfica de forma a unificar e sistematizar a ortografia mirandesa. Embora o mirandês seja objeto de alguns estudos linguísticos, estes têm privilegiado o estudo do léxico (Martins, 2006) e a fonologia (Vasconcellos; 1900; Carvalho, 2015[1958]). Os estudos sobre fonologia prosódica e entoacional do mirandês são relativamente escassos. Apenas recentemente, no âmbito do projeto AMPER, se começou a observar os padrões entoacionais do mirandês, recorrendo à análise fonética da frequência fundamental.

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